A construção de um bom texto faz a diferença em qualquer vestibular. Disso ninguém duvida. No Enem, porém, uma situação especifica pode fazer com que os candidatos que dominam a carpintaria da produção textual se saiam melhor. Não que a redação seja um dos critérios de desempate. Na verdade nem se sabe seu peso em relação às outras provas – isso só deve ser divulgado depois dos testes. Mas, se a prova for de dificuldade mediana, como os professores de cursinho estão prevendo, é provável que um numero maior de candidatos tenha notas altas ou até mesmo venha a gabaritar. A redação, então, passa a ganhar um peso decisivo, podendo separar “a pedra da areia”. Por isso, prepare-se: reforce o concreto lingüístico, acumule tijolos de informação e simule várias vezes a verdadeira obra que é um texto. Confira, na matéria de Luís Celso Jr., dicas para se destacar na multidão de concorrentes.
Uma prova sem mudanças
Ao contrário da maior parte do exame, a redação não sofreu modificações (até o momento) em relação ao ano passado. Segundo o MEC, será cobrado um texto do gênero dissertativo-argumentativo sobre um tema publico, social ou cultural. Tradicionalmente, esse tema é relacionado ao cotidiano e as atualidades. O tamanho mínimo é de sete linhas. No entanto, para que se possa desenvolver o raciocínio, ele não deve ter menos de 15, explica a professora Cleuza Cecato, do Bom Jesus.
A redação do Enem não é igual à da UFPR
Enquanto a Federal cobra vários textos curtos, de gêneros diferentes, o Enem pede apenas um texto, do gênero dissertativo argumentativo, que objetiva convencer o leitor do posicionamento tomado pelo autor diante do tema. Portanto, é uma prova mais tradicional. Mas não se engane com a aparente facilidade em relação ao exigido na Federal. “A boa construção do texto é cobrada igualmente nas duas provas”, diz a professora Ana Maria Carbonell, do Apogeu.
Fique de olho no que acontece pelo mundo
A redação cobra tradicionalmente temas relacionados a fatos da atualidade e do cotidiano. Portanto, para argumentar bem é necessário estar bem informado sobre o que acontece pelo mundo. Ler jornais, sites de jornais na internet, ver programas jornalísticos na televisão e escutar rádios de noticias pode ajudar. A prova não está pronta ainda. “Até a gripe A pode ser tema”, diz a professora Glaucia Lopes, do curso Dom Bosco.
Atenção à coesão
Entender e aplicar de forma correta os elementos de coesão em um texto é importante, explica o professor Yeso Oswa Ribeirto, do curso do Positivo. E é algo que freqüentemente fica “de lado”. Devem-se escolher bem as palavras. “já vi gente usando ‘contudo’, que indica uma contraposição de argumentos, para concluir um raciocínio. O certo seria usar ‘portanto’, exemplifica.
Atenção!
Calma e sangue frio são cruciais na hora de fazer a redação. Mas não esqueça também que ela deve ser feita com caneta azul escura ou preta, senão é zerada. Esse é um dos erros mais comuns, segundo o MEC.
É bom lembrar que na UTFPR o Enem será o único processo de seleção. Portanto, para quem pretende entrar na instituição um bom desempenho na redação vale ainda mais.
O novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa já está valendo, mas não será cobrado no Enem. As novas regras vão coexistir com as antigas. Logo, a redação poderá ser escrita com ou sem as modificações.
Texto, opinião e mãos à obra
Atenção ao enunciado!
Antes mesmo de pegar na caneta para escrever, leia os textos de apoio e o enunciado. Procure entender bem o que a questão pede.
Elabore a planta da sua construção
Alguns preferem fazer mentalmente, outros no canto da folha, mas é sempre bom esboçar a estrutura do texto antes de começar a escrever.
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