A palavra porque é resultado da junção da preposição “por” e do pronome relativo, interrogativo ou indefinido “que”. Ele apresenta quatro grafias diferentes: porque, porquê, por que e por quê. O usuário da língua portuguesa sempre tem dificuldade em entender o emprego desse vocábulo. Por isso apresentamos aqui umas explicações simples, nada de profundas teorias, para que o leitor não hesite ao escrevê-lo.
1)Regra geral: Toda vez que for possível substituir “porque” e “porquê” pelas expressões: por que motivo, por qual razão, para que, pelo qual, pelos quais, por onde, escreve-se separado.
a) Usa-se o acento circunflexo no “quê” sempre que venha uma pausa logo depois dele, indicada por vírgula ou ponto de interrogação, exclamação ou simplesmente ponto. Não me simpatizo com aquele professor e não sei por quê. (= por que motivo)
b) Escreve-se “por que” (separado e sem acento) quando não é seguido por algum tipo de pontuação. Foram muito difíceis os problemas por que passei. (= pelos quais)
2)Escreve-se “porque”, quando ele inicia uma parte da oração que exprime idéia de causa ou explicação, ou quando não se trata das situações explicadas no item1. Os atletas foram bem sucedidos, porque tinham boas condições físicas. OBS: Às vezes, uma vírgula muda o sentido da frase e, assim, devemos optar entre “porque” e “por que”, conforme a idéia da frase. Nunca entendi, porque nunca me contaram. (=pois) Nunca entendi por que nunca me contaram. (=por que motivo)
3)Escreve-se “porquê(s)” quando ele for um substantivo, e, para confirmar que ele é isso, pode-se colocar antes dele os artigos: o, os, um, uns ou um numeral qualquer. Os alunos assimilaram somente o emprego de um porquê.
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