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Alunos X lição de casa

Que a maioria dos alunos não gosta, não há como negar. Mas enquanto eles torcem o nariz para a lição de casa, professores e pais ficam de cabelo em pé tentando encontrar uma maneira de fazê-los cumprir com as suas obrigações escolares.

Na opinião do Gerente Geral Editorial da Editora Positivo, professor Joseph Razouk Júnior, a tarefa mandada para casa é extremamente válida, desde que o professor tenha consciência do que quer atingir com ela. “A maneira como o professor encara a tarefa é como o aluno vai encarar também. A lição de casa tem quer ter significado, tanto para o aluno quanto para o professor”, diz. Mas como fazer com o que o estudante valorize a atividade? Primeiro é preciso entender que a lição de casa abrange três aspectos: professor, pais e aluno.

PAPEL DO PROFESSOR

Segundo Joseph, quando o aluno percebe que a tarefa é importante – o que só vai acontecer se o professor torná-la importante – ele passa a encará-la diferente. “Não adianta o professor passar uma lição para casa e não corrigir depois, senão o aluno entende que aquilo não tem relevância nenhuma e não vai fazer”, ensina. E quando o estudante vê na atividade algo irrelevante, acaba fazendo as tarefas nos locais e horários impróprios, como no carro, antes de ir para a escola.
O educador também precisa dosar a quantidade de tarefa, já que o aluno tem várias aulas por dia e muitas lições para fazer. Uma boa dica é – partindo de uma recomendação básica de duas horas diárias de estudo em casa – dividir esse tempo por cinco aulas e calcular uma quantidade de tarefa que se encaixa nesse período. Porém, uma ressalva: mais relevante do que a quantidade é o significado que a tarefa tem para o aluno. “Uma lição de casa pode ter apenas um exercício. Mas esse exercício pode ter um impacto maior na aprendizagem do que duas páginas de tarefa”, avalia.

PAPEL DOS PAIS

Criar condições propícias para que os filhos façam a tarefa de casa. Ponto. Lição de casa é para os filhos, não para os pais, pois é um processo que contribui para a autonomia deles. Vale ajudar, mas nunca fazer a lição pelo estudante, “É preferível que o aluno vá à escola sem fazer uma parte da tarefa ou até levar errado. Errar faz parte do aprendizado”, explica Joseph.
Duas horas diárias de estudo em casa é o tempo ideal para o aluno suportar sem se dispersar; se ele tiver mais disciplina, pode durar mais tempo. Mas esse horário deve ser fixado e respeitado, inclusive pelos pais. Marcar a aula de balé ou natação nesse período para a criança que há coisas mais importantes e que a tarefa pode ser feita em outro momento.

PAPEL DO ALUNO

O aluno precisa compreender que a aprendizagem se dá em espaços coletivos, como a escola, e também em espaços individuais, como a nossa casa, em momentos de reflexão. “Isso auxilia os alunos na autodisciplina, no autoconhecimento e no preparo para outros desafios”, diz Joseph. Na vida adulta existem momentos de paciência, solidão e reflexão, e esse exercício diário é um “treino” para o que está por vir.

COMO CRIAR O HÁBITO?

Se a criança nunca consegue concentrar para fazer a tarefa, é sinal de que há uma inquietação por outras razões e a causa deve ser investigada. Mas, se é do ponto de vista comportamental, uma dica é começar com uma atividade curta e aumentar o tempo a cada dia. É importante estabelecer um horário de inicio e fim e explicar que depois disso ele poderá fazer o que quiser. A criança tem que perceber que aquele momento não tira dela a possibilidade de fazer outras coisas que goste, mas que simplesmente existe um horário para cada atividade. Na opinião de Joseph, prêmios por fazer o dever não são indicados. “Há coisas na vida que teremos que fazer e não seremos recompensados. Se a criança se acostuma a isso, vai criar uma frustração”, explica.
A lição de casa nunca deve ser usada como um castigo – nem pelos professores, nem pelos pais. “A tarefa é u

 
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