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Status na carreira de trabalho
 
O status de uma carreira no mercado de trabalho é um dos fatores ponderados por quem está a escolher um curso que leva a uma profissão. Mas, não é fácil avaliar esse status e seus desdobramentos, como a possibilidade de encontrar trabalho, a remuneração, e a satisfação pessoal que cada carreira oferece.

Há umas poucas carreiras em que um bom status se mantém tradicionalmente, como Medicina e Engenharia, mas mesmo assim com a projeção de seu passado para o futuro, sem saber o que acontecerá num período entre 30 e 50 anos. Ou até mais, dado o aumento da expectativa de sobrevida das pessoas.

Entre as dificuldades na aferição do status de carreiras faltam informações mais abrangentes sobre as tendências, tanto de profissões como de ocupações. Isso leva ao risco de escolher modismos, de prestígio passageiro. E como prever novas carreiras?

Assim, a estratégia deve ser a de se preparar para mudanças, tanto numa carreira como na direção de outras. A maior sobrevida também pode ensejar múltiplas carreiras.

Dados estatísticos e percepções do que se passa no âmbito familiar e social mostram que algumas carreiras tradicionais, como as duas citadas, sempre garantiram um bom status, mas não sem algumas restrições. Assim, sabe-se que hoje os médicos têm mais dificuldades de se manterem apenas com o seu consultório, e mesmo nele muitos trabalham para planos de saúde, e não diretamente para quem busca seus cuidados.

Vários mantêm múltiplos empregos, movendo-se diariamente de um para outro. Uma carreira tradicional que claramente caiu de status é a de advogado, com os novos profissionais surgindo em número que supera muito o das oportunidades de trabalho, tendo ainda que passar por barreiras como o exame da OAB.

Fatos como esses são conhecidos, mas falta mesmo é um diagnóstico abrangente das várias carreiras, em particular levando em conta o que se passa com as ocupações abertas a profissionais de várias áreas, como as muitas funções administrativas e ocupações como diplomatas, fiscais de impostos e corretores de imóveis ou de seguros.

Um diagnóstico desse tipo teria custo alto, e não atrai a iniciativa privada. Dado seu enorme alcance social, a tarefa caberia ao governo. Outra razão é que só ele levanta dados imprescindíveis ao estudo, como os de censos, pesquisas domiciliares e informações empresariais.

Nos EUA, por exemplo, a cada dois anos o governo faz um diagnóstico das perspectivas ocupacionais (o Occupational Outlook), informando também os requisitos educacionais de cada uma.

Dados os interesses e as necessidades da sociedade, essas informações de alcance geral identificam algumas tendências, como a de maior demanda de pessoas que cuidam de idosos, ou que trabalham em entretenimento. Contudo, tendências mais permanentes de demanda numa área não excluem o risco de ter excesso de profissionais.

Entre os modismos, lembro-me do interesse por química industrial nos anos 1960 e, recentemente, o da ocupação de webdesigner. Essas carreiras perderam prestígio por falta de demanda, no primeiro caso, e excesso de oferta, no segundo.

Mudanças

Portanto, como os aspectos futuros são de difícil previsão, tudo isso aponta para uma estratégia em que as pessoas devem administrar o que está no seu alcance e se preparar para mudanças.

Isso envolve escolher uma carreira da qual realmente se goste, e colocar-se diante do mercado de trabalho na condição daquelas pessoas que têm maior sucesso na disputa de ocupações, típicas ou atípicas da profissão. Suas características se expressam na figura do especialista eclético ou generalizante, o que é competente na sua área, mas sempre capaz de aprender mais, nessa área ou fora dela, por interesse ou por necessidade.

Esse tipo de profissional tem melhores condições de absorver conhecimentos que fortalecem seu status na carreira escolhida ou em outra para a qual tenha que mudar, seja por i

 
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