Nos dias de hoje, aprender a ler e escrever vai além de decifrar códigos, uma vez que muitas das informações nos chegam por meio da comunicação oral e da comunicação escrita (textos, tabelas, gráficos, etc.).
Como uma das funções da escola é formar cidadãos para o mundo em permanente mudança, cabe a nós, educadores, explorar o uso cada vez mais exigente da leitura e da escrita, apropriando-nos da função social dessas duas práticas.
Desde a gênese da escola na sociedade capitalista, a Língua Materna sempre esteve ao lado da Matemática e de outras áreas do conhecimento, nos currículos escolares. Porém, mesmo quando se dizia que o aluno ia para a escola aprender a "ler, escrever e contar", a Matemática e a Língua Materna nunca se articulavam para uma ação conjunta. No entanto, elas representam elementos fundamentais para a construção de qualquer área do conhecimento, embora não possam ser assim compreendidas quando consideradas isoladamente. A matemática só terá um significado efetivo à medida que haja uma articulação consistente com a Língua Materna.
Ler, escrever, interpretar e produzir com clareza textos, usando terminologias adequadas, são competências e habilidades a serem desenvolvidas tanto na Língua Materna como na Matemática, e sem propiciar a vivência dos alunos com situações de leitura, de escrita e de oralidade em sala de aula, a escola corre o risco de restringir-se apenas à reprodução.
Sendo assim, faz-se necessário o comprometimento efetivo da escola com o intuito de explorar essas práticas em sala de aula, para que se constitua um espaço de mediação de leituras e escritas significativas, promovendo um crescimento pessoal e social de cada aluno, objetivando o desenvolvimento da autonomia.
Esperamos, com este texto, despertar uma reflexão e um novo olhar sobre a articulação dessas duas áreas de conhecimento que, embora possuam uma relação de cumplicidade mútua, ainda são consideradas, por muitas escolas, como áreas isolaas do conhecimento.
Anvimar Gasparello e Isabel Lombardi Fonte: Revista Positivo